Como identificar o amor-companheiro

por | 28 janeiro 2016 | 34 Comentários

Enfermeira obstétrica e Psicóloga. Madura, vivendo o feminino pleno, o tempo do carvalho. Com netos que provocam o impulso de amadurecimento e atualização continua. Amo os livros. Amo as cores. Amo as artes. Adoro viajar. Aprender e ensinar é minha paixão. Sou profundamente inspirada no universo das boas conversas.

Tens um tema pra aprofundar no ano? Vou compartilhar contigo o meu.

Nos últimos anos tenho buscado um tema pra desdobrar, conhecer mais a fundo e fazer uma experiência profunda. Desde a primavera de 2015 o tema é AMOR. Sinto cada vez mais importante reconhecer e viver intensamente esta experiencia humana e divina. Sentes assim também? Viver o amor pra ti é da esfera do essencial? Ter uma parceria de amor e companheirismo te deixaria mais feliz? Compartilhar amor com um(a) parceiro(a) propiciaria uma “face” de unidade como esta da foto à direita?alianças originais 1

Pra mergulhar no tema leio poesia, crônicas, romance, filosofia, ouço músicas, troco compreensões com uma amiga quinzenalmente, faço práticas diárias e tomo consciência no dia a dia de quando, com minhas ações, me aproximo ou estou longe de experimentá-lo.

Sabemos bem, tu e eu, o que o amor não é mas …o que é? E quanto ao que é vivido na parceria? como saber se é amor? Te convido a refletir sobre o que está afirmado na foto à esquerda…Reconheces o que está refletido no espelho? Cuidas e assumes responsabilidade pelas tuas reações?

São muitos os livseres em ressonância-espelhoros, textos, oráculos, objetos… que me acompanham na jornada deste momento.

E na experiência pessoal de usar tudo isso e passar pelo forno alquímico pra descobrir e viver plenamente esta emoção, refleti na caminhada de hoje nas relações de amor de companheirismo.

Eis o que andei pensando e compartilho contigo. Detalho em 4 pontos:

1. quando considero que o outro é a “pessoa certa”, porque denomino-o companheiro, preciso entender que  a relação é direta e de mutualidade. Quando me manifesto companheiro(a), por ressonância, posso experimentar a relação assim. Quando eu deixar de expressar companheirismo a tendência é de que isto deixe de existir na dupla. Então, numa situação de parceria há que perguntar: quando estive tão inteira(o) e desejosa(o) de que dê certo quanto estou agora? O quanto meu comprometimento gerando conexão é o que está determinando a experiência de que estou sendo compreendida(o) e acompanhada(o)? Pode haver “pessoa certa” mas o mais importante é o que as “pessoas erradas” fazem de “certo” pra que a emoção positiva compartilhada as una.

2. é importante se perguntar e sinceramente se responder: a pessoa com quem estou me relacionando sustenta as conversas que quero ter? aquelas que minha alma pede? aquelas que minha necessidade de curar a “ferida sagrada” requer? o quanto o outro está presente de mente, coração e espírito quando falo da minha dor? Porque na indiferença, na crítica, no julgamento, na ironia, tu sabes, vamos nos recolhendo interiormente prum campo onde o que passa a ser vivenciado a dois é superficial e do território da  rotina.

3. o que o outro vem buscar na relação comigo e vice versa? Talvez um pai…ou uma mãe, olhando dentro de possibilidades Freudianas. As vezes as necessidades estão cruzadas com a pessoa vindo buscar num homem um pai na energia de uma mãe ou o rapaz buscar uma mãe na energia de um pai. São arranjos que ensinam muito a princípio. A longo prazo, sabemos, há que se resolver as questões parentais pra continuar a viver uma parceria evolutiva. Porque uma moça que busca um pai na energia de uma mãe corre o risco de ler pela cartilha do parceiro, o que parece companheirismo. E que pode resultar em acomodaçãopaulatina e despersonalização.  E a mágoa, o ressentimento, a tristeza ou a raiva vão tomando conta do coração…Não é muito diferente pro homem que estabelece vínculos inconscientes buscando na companheira o amor de mãe ou de pai. Isso é espelho de relacionamento ainda imaturo de seres carentes de si ( a maioria de nós). A palavra de tratamento mútuo pode ser “meu amor” mas as atitudes, olhadas com sinceridade, não se alinham com este sentimento.

4. se consegue rir junto? a alegria é ingrediente da relação? se a resposta for sim tem-se boas chances pra essa parceria ter vida longa.

Há um bom tempo ouvi de um palestrante que a “maioria de nós pretende um amor construído mas a direção é construir o amor querido”. Estou conscientemente na lida da construção 🙂 .transmissão direta coração a coração

Enfim…penso alto… e compartilho  contigo o que está aqui como provocação pro desdobramento do tema. Que, já sabes, é meu tema do ano.

Te entreguei 4 reflexões dentre as muitas possíveis sobre o tema amor-companheiro. Valeu? Te fez pensar?

Estes temas de vida te interessam? Há muito mais sobre isso neste Blog. Te inscreve  pra receber os artigos.