SER medicina

por | 27 outubro 2015 | 2 Comentários

Enfermeira obstétrica, Psicóloga e YouTuber. Madura, vivendo o feminino pleno, o tempo do carvalho. Com netos que provocam o impulso de amadurecimento e atualização continua. Amo os livros. Amo as cores. Amo as artes. Adoro viajar. Aprender e ensinar é minha paixão. Sou profundamente inspirada no universo das boas conversas.

Convido-os a que apreciemos esta história contada pela médica oncologista e imunologista Nise Yamaguchi . Ela resume pontos essenciais na sua prática profissional. A história é contada em 1 minuto e nove segundos e está registrada no Museu da pessoa (www.museudapessoa.net).

É verdade pra ti também que histórias podem mudar o mundo? Eu acredito. Elas influenciam porque são retratos do que é experienciado. E inspiram porque, no mínimo, “uma ideia puxa a outra”.

Nise resume fundamentos, ligados a saúde ou ao tratamento à pessoa doente, que se manifestam como essenciais e impulsionadores na relação de cuidado, do seu ponto de vista. Sua fala é clara e focada no humano. Sua abordagem é individualizada. Confio de que tenha ajudado  muitas pessoas a alcançar a convivência pacífica com a doença, a cura ou a encontrar a finitude nesta terceira dimensão, em paz.

Seu raciocínio é simples e profundo (no sentido de que adentra um universo complexo). Destaco o que ela diz:

  • “queria aprender uma medicina diferente da da faculdade”-
  • “precisava outros caminhos”-
  • “era necessário chegar mais perto dos pacientes”-
  • “envolver a família” – pra saber das histórias
  • “se eles ficavam aqui dentro (no Hospital) eu ficava feliz e se não pudessem ficar aqui dentro e iam em paz eu sentia que cumpria um papel”
  • “histórias são palpáveis porque são acervo pra ler o mundo”
  • ouvir as histórias “entra pra ajudar a encontrar os melhores caminhos”

Nize, na simplicidade e com muita sabedoria, É medicina e FAZ medicina da melhor qualidade porque alia ao bom diagnóstico, ao tratamento com recursos de ponta ( tem atuação dentro do Hospital Sírio Libanês, que é um Hospital de referência pra tratamento de câncer) a abordagem singular. Trata o individuo validando sua história e inserindo a família. Todas as teorias e todos os melhores recursos oferecidos hoje na área de saúde ficam a serviço do ser humano a quem dedica cuidado. Então, pro que andava invertido, de “ponta cabeça” se “acerta o pé”.

Pessoalmente quando necessito de cuidado (e isso serve pra todas as áreas terapêuticas) desejo um profissional que tenha o melhor e mais atualizado conhecimento da sua área de atuação; que integre na sua visão de mundo as várias dimensões do ser; que me veja como sujeito e me trate considerando minha maneira particular de conceber o que acontece, de sentir e de reagir.

Como é pra ti ? Se atuas profissionalmente qual tem sido tua busca por novos caminhos? Exemplos como os de Nise te ajudam a “acertar o pé” na tua vida e/ou prática profissional?