talento e determinação

por | 13 janeiro 2016 | 6 Comentários

Enfermeira obstétrica e Psicóloga. Madura, vivendo o feminino pleno, o tempo do carvalho. Com netos que provocam o impulso de amadurecimento e atualização continua. Amo os livros. Amo as cores. Amo as artes. Adoro viajar. Aprender e ensinar é minha paixão. Sou profundamente inspirada no universo das boas conversas.

Este é Paul Smith. Um artista. E…isto é pouco para dizer dele depois que vemos o vídeo e somos inundados pelas imagens detalhadas que constrói em preto e branco ou colorido, com texturas, usando o dedo indicador da mão direita, a mão esquerda seriamente prejudicada em seus movimentos e onze caracteres de uma máquina de escrever.

Paul nasceu em 1921 na Filadélfia com paralisia cerebral espástica. A paralisia prejudica seriamente seus movimentos mas não sua vontade, determinação, paciência, perseverança, humildade… Sua limitação física nunca lhe impediu, desde os onze anos quando começou a “pintar” com sua máquina de escrever, de se auto expressar. A dificuldade de fala e deambulação, também presentes no quadro clínico, não  impediram que sua contribuição pro mundo chegasse muito longe através do que faz. Que tem ressonância porque está baseada no que é. Na maneira como vive e lida com suas limitações.

Aos 11 anos fez seu primeiro “desenho” usando a máquina de escrever. E ao longo do tempo até 2004 aos 83 anos, quando precisou parar por dificuldade de visão, foi aperfeiçoando sua manifestação artística. Fez a passagem em 2009.

Admirável Paul. Nem sei bem pelo que o admiro porque são múltiplas as mensagens-lições que meu inconsciente capta…Fico impactada e reflexiva. Meditando sobre o que ando fazendo com meus talentos. E certamente sou tocada pela sua determinação. E por se dedicar a aperfeiçoar o que sabe e consegue fazer. Num dos vídeos que assisti o entrevistador lhe diz surpreso com sua performance: “não sei fazer” e ele simplesmente responde sorrindo: ” O QUE VOCÊ SABE FAZER?”. Bingo! Esta é a pergunta pra qual cada um precisa dar uma resposta. Este é o segredo. Descobrir o que se sabe fazer, repetir, aperfeiçoar e … simplesmente VIVER.

Este é Paul Smith. Um artista. Na arte e na vida. A ele minha mais profunda admiração e homenagem.